quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

livres, leves e soltos...


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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

a ex-história de ex-amor da minha vida. (?)

Há tempos não chorava como chorei naquela quinta-feira. Chorei tudo e mais um pouco. Por uma historia de amor, por outra, e mais outras.
O choro se transformou em raiva, uma raiva grande, maior do que podia ser. De noite procurei um colo que me acalantasse, mas fiz da minha dor, piada.
No dia seguinte, mais calma, tentei me convencer que minha paixão não existia mesmo, era confusão, era historia para ler antes de dormir, era conto literário. E fingi que virou pó. Tenho conseguido fingir bem essas coisas. Guardo as dores num pote e escondo sei lá onde. Se um dia eu encontra-las, tenho certeza de que estarão podres e velhas, e assim, incapazes de machucar alguém.
A historia de amor da minha vida pode ser comparada com a historia do casamento dos meus pais. Se amaram, mas quando o amor acabou e ele foi embora, ela nunca mais teve ninguém. Ela acreditava que no fim de tudo, eles voltariam a ficar juntos. Mas o fim chegou primeiro. Meu pai foi embora pra sempre, antes de voltar pra casa.
Meu amor foi embora, abandonou minha historia antes que o final fosse feliz. Agora tenho uma certeza. Não é das melhores certezas que alguém pode ter, e foi exatamente dela de que tanto fugi, mas por hora, não vou mais viver de ilusão. Nem de dúvida. Nem de amor.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Beirut cantando "Leãozinho", do Caetano..
ô coisa mais linda, rapá.

http://www.youtube.com/watch?v=r9_bu7y_EjQ&feature=related


Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão raio da manhã;
Arrastando o meu olhar como um ímã...
O meu coração é o sol, pai de toda cor;
Quando ele lhe doura a pele ao léu...
Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar no mar

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Ao lado dela eu gosto de mim

Gosto do jeito dela. Gosto de como ela anda, meio desajeitada. Gosto de como sorri e ri, sempre gargalhando, dentes fortes. Gosto até dos cabelos compridos, principalmente quando ao vento, se espalham pelo rosto. Gosto do jeito que me olha, atenta, como quem quer reparar em cada pequeno movimento do rosto. Dos olhos arregalados, espertos. Como os meus. Gosto da boca pequena e carnuda. Gosto do jeito que ela me faz perder a atenção em qualquer outra coisa, ou de quando me deixa desnorteada e vira as costas, como quem pensa que quer, mas não pode fazer isso. É arriscado demais esse gostar. Gosto de quando ela debocha do meu gostar, ou de qualquer outra coisa. Gosto das mãos, pequenas e firmes.Gosto tanto e nem sei porque. Nem tenho esse tanto dentro de mim, mas arranjaria para dar a ela. Gosto do cheiro dela, que me conforta e me inquieta. Gosto de como ela fala do meu cheiro, eu sei que ela gosta. Gosto do jeito que ela gosta das minhas piadas, assim mesmo, sem graça. Gosto de como ela dança.E quando ela diz que eu quebro suas pernas? Ela não percebe que é ela quem quebra a perna de alguém aqui? Mas eu gosto de andar manco. Por ela. Gosto das roupas coloridas, os sapatos diferentes, as unhas pintadas de cores surreais. Tudo sempre combinando, sempre colorido, colorindo. Colore os meus dias. Gosto de quando ela faz meu coração bater forte. É quando todas as borboletas que moram no meu estômago acordam e ficam voando de um lado pro outro. Gosto da forma que meu corpo reage ao vê-la. Da minha memória que não me deixa esquece-la. Só não gosto do sufoco que dá ela não se deixar gostar também.
Gosto de gostar. Ao lado dela eu gosto de mim.

domingo, 30 de novembro de 2008

contradição...

A verdade é que eu sou uma amante da fotografia. É o que sei fazer, é o que quero fazer pra vida.
A outra verdade é que eu não me interesso muito pela natureza. Fiz até um curso "Fotografia ambiental", e só o que via eram trilhos, pedras, peças, pessoas.
Minha vida anda morna demais. Hoje eu queria uma flor, mas só o que tenho é um caminho.
Siga em frente.



domingo, 23 de novembro de 2008

Frio

Senti frio ontem.Ontem, enquanto levava minha ultima companhia para sua casa senti frio. Na verdade não foi ontem de noite, foi hoje de manha, lá pelas cinco, mas ainda considerava como ontem, pois a bebida que tinha passado a noite toda consumindo ainda se fazia ativa.Senti frio e nem me protegi, fazia tanto tempo que não o sentia, e logo eu que gosto tanto do frio. Podia ter deixado-o bater apenas na janela, pois são tantas as coisas que eu gosto que ultimamente eu tenho-as deixado bater na janela de modo que chegue tão perto de mim que eu possa vê-las perfeitamente, mas que voltem para trás, para que eu não caia na tentação de tocá-las. São tantas essas coisas que eu gosto que tenho evitado, tantas.Deixei aquele vento frio da madrugada, que leva uns para cama e faz levantar outros, baterem em meu rosto a ponto de me congelar. Congelei e poderia ter ficado ali por horas, só sentindo o frio bater em mim e mais nada, como uma surra que gostara de levar. Congelei e eu era toda fria: meus pensamentos, minhas mãos, meus lábios, frios por falta de proteção. Meu corpo era como uma gangorra de emoções. Lá estava eu, sentada na gangorra, sozinha, dando impulso com o pé para que eu pudesse ir para o alto e para baixo. Auto suficiência. Não que eu não gostasse de estar sozinha, mas é que eu sentia falta de mim mesma. não que eu estivesse sozinha, estava eu e o frio, e eu o amara loucamente, mas sabia que se o amor transpassasse qualquer barreira a ponto de fazer meu coração ficar quente, eu o espantaria.Quanto ao calor humano, tenho fugido.

Flores

Um dia, há muito tempo atrás, meu pai chegou em casa com um buquê de flores pra minha mãe. Não, não eram gérberas, ele não tinha tanta criatividade assim. Eram rosas, eu acho, ou margaridas, no máximo. Minha mãe gosta de margaridas, sabe?
Ela estava tomando banho quando ele chegou e então eu fui a primeira a ver as flores. Achei aquilo lindo, mas com um cheiro de morte que só elas. Não entendi o porquê de então, todas as pessoas nos filmes, quando ganham flores, as cheiram e sorriem.
Daí eu peguei o vidro de perfume e joguei nelas.