domingo, 30 de novembro de 2008

contradição...

A verdade é que eu sou uma amante da fotografia. É o que sei fazer, é o que quero fazer pra vida.
A outra verdade é que eu não me interesso muito pela natureza. Fiz até um curso "Fotografia ambiental", e só o que via eram trilhos, pedras, peças, pessoas.
Minha vida anda morna demais. Hoje eu queria uma flor, mas só o que tenho é um caminho.
Siga em frente.



domingo, 23 de novembro de 2008

Frio

Senti frio ontem.Ontem, enquanto levava minha ultima companhia para sua casa senti frio. Na verdade não foi ontem de noite, foi hoje de manha, lá pelas cinco, mas ainda considerava como ontem, pois a bebida que tinha passado a noite toda consumindo ainda se fazia ativa.Senti frio e nem me protegi, fazia tanto tempo que não o sentia, e logo eu que gosto tanto do frio. Podia ter deixado-o bater apenas na janela, pois são tantas as coisas que eu gosto que ultimamente eu tenho-as deixado bater na janela de modo que chegue tão perto de mim que eu possa vê-las perfeitamente, mas que voltem para trás, para que eu não caia na tentação de tocá-las. São tantas essas coisas que eu gosto que tenho evitado, tantas.Deixei aquele vento frio da madrugada, que leva uns para cama e faz levantar outros, baterem em meu rosto a ponto de me congelar. Congelei e poderia ter ficado ali por horas, só sentindo o frio bater em mim e mais nada, como uma surra que gostara de levar. Congelei e eu era toda fria: meus pensamentos, minhas mãos, meus lábios, frios por falta de proteção. Meu corpo era como uma gangorra de emoções. Lá estava eu, sentada na gangorra, sozinha, dando impulso com o pé para que eu pudesse ir para o alto e para baixo. Auto suficiência. Não que eu não gostasse de estar sozinha, mas é que eu sentia falta de mim mesma. não que eu estivesse sozinha, estava eu e o frio, e eu o amara loucamente, mas sabia que se o amor transpassasse qualquer barreira a ponto de fazer meu coração ficar quente, eu o espantaria.Quanto ao calor humano, tenho fugido.

Flores

Um dia, há muito tempo atrás, meu pai chegou em casa com um buquê de flores pra minha mãe. Não, não eram gérberas, ele não tinha tanta criatividade assim. Eram rosas, eu acho, ou margaridas, no máximo. Minha mãe gosta de margaridas, sabe?
Ela estava tomando banho quando ele chegou e então eu fui a primeira a ver as flores. Achei aquilo lindo, mas com um cheiro de morte que só elas. Não entendi o porquê de então, todas as pessoas nos filmes, quando ganham flores, as cheiram e sorriem.
Daí eu peguei o vidro de perfume e joguei nelas.

era só uma metáfora...

Ontem de tarde segui por horas uma mulher, é que ela tinha teu cheiro. perdi meu rumo no rumo dela. Uma ternura incompreensível pela aquela desconhecida tomou conta de mim, ternura esta quebrada três quarteirões depois por um ódio descabido. Meu ódio foi por acreditas que teu cheiro estava nela porque estiveram juntas. Loucura. Voltei em mim, em você. Você.Você. Você não sai de mim. Está em todas as cores, palavras, silêncios, rostos, risos, ódios. Está só.

amarrada com laço.

está tudo morno demais, calmo demais. preciso de algo que me faça tremer, que me deixe de pernas bambas, mãos frias. quero borboletas no estômago, quero que as coisas deêm certo. quero dar certo. não quero mais deixar pra amanhã, e não quero mais os medos.
porque as pessoas não podem simplesmente falar a verdade e só? simples assim?
eu te amo, e é isso. fala da cara. tapa na cara.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

depois de tanto tempo.

Depois de ter vivido o óbvio utópico
te beijar
e de ter brincado sobre a sinceridade
e dizer quase tudo quanto fosse natural
Eu fui praí te ver, te dizer:
Deixa ser.

Como será quando a gente se encontrar ?




adoro sentir frio na barriga. é mágico.

Cristinaaaaaaaaa!

Há um ano mais ou menos eu conheci uma pessoa incrível. Ela era a nova estagiária do programa que eu trabalhava. ah gente...me conquistou. com certeza foi a uma dos melhores presentes de 2008. Vou contar um pouco dela:

Olhar de criança, sorriso de menina e corpo de mulher. Clichê demais? Não. Só se for a frase, pois essa que vos falo não é nem um pouco clichê. Nada de obviedades, nem de previsível. Caixinha de surpresas.
A conheci num lugar cinza. Num dia normal como os outros, cinza como os outros, ela apareceu. Juntou-se a equipe do lugar que eu trabalhava.
Pouco a pouco, passo a passo ela foi dando cor aos meus dias e aos meus caminhos.
Ela olha de lado, ressabiada. Ela peita de frente, forte como uma leoa. Ela rebola até o chão, tipicamente carioca. Ela ri alto, ela fala alto, e ela vai alto, sempre e cada dia mais.
Quando se arruma, a carioca bota pra quebrar, faz o queixo de gregos e troianos cair. Ela não deixa barato, ela odeia barata.
Ela torce pro Fluminense. Só ela, o Jô Soares, o Chico e minha mãe.
Canta, dançar, sem parar, uôu uou uou...atriz da vida real. Sempre acha que está sendo filmada, e que os espectadores pensam “Não Anne, não fica triste, ele também te ama e está planejando fugir com você.”
Gosta de magia, acredita nela. Ela quer mais, sempre mais. Sonha em conhecer o mundo e morar sozinha, mas morre de medo de que a deixem sozinha.
Ela me encanta, me faz chorar de rir, me faz chorar e rir. Gosto de observa-la, de vê-la gesticular, falar, pular. Gosto de ver porque é mágico.
Às vezes até entro no filme que ela acha que vive, com direito a trilha sonora e tudo que tem direito. Vivemos grandes emoções juntas. O dia até muda de cor quando se está com ela. A chuva vai embora só praquela cena onde as amigas se encontram pra dissertar e filosofar sobre a vida num lugar bonito dê certo. Mas que ninguém se atreva a assistir ao making off.
Ela não se acha interessante pra um perfil, mas todo mundo a acha interessante. Ela queria um conto sobre ela, mas aqui eu conto o que conheço. Conto pra todo mundo: vale a pena. E a alma, não é nem um pouco pequena.