Só você prá dar
A minha vida direção
O tom, a cor
Me fez voltar a ver a luz
Estrela no deserto a me guiar
Farol no mar, da incerteza...
Um dia um adeus
E eu indo embora
Quanta loucura
Por tão pouca aventura...
Agora entendo
Que andei perdido
O que é que eu faço
Prá você me perdoar...
Ah! que bom seria
Se eu pudesse te abraçar
Beijar, sentir
Como a primeira vez
Te dar o carinho
Que você merece ter
E eu sei te amar
Como ninguém mais...
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Te amou...
Ninguém mais
Como ninguém
Jamais te amou
Ninguém jamais te amou
Como eu, como eu...
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
segunda-feira, 11 de maio de 2009
ausência tua.
Estava aqui pensando em como tenho reagido de forma inesperada em situações comuns. Hoje me peguei ouvindo ‘eu sei que vou te amar’, com Tom tocando piano e cantando, com a maior dor do mundo no peito. E percebi que todas as vezes que eu resolvo terminar uma paixão – e isso é muito pessoal, uma coisa minha comigo mesma – eu coloco essa música para tocar. Logo eu, que mal sei o que é amar, tampouco sei o que é por toda a vida, ouço a música e finjo que me encaixo na letra. A perda de um amor, ou de uma paixão, é sempre combustível pras mais belas canções e poesias, e eu, uso as notas e letras alheias pra fingir que são minhas, e tentar, quem sabe, acreditar que eu amei, ou amarei por toda a minha vida alguém.
Essas paixões que tenho, e que me refiro, não são grandes, nem tão dolorosas, muito menos duradouras, mas elas me tomam a cabeça e o corpo de forma que eu haja simplesmente no piloto automático, desprezando todas as possíveis dores, enfiando no bolso as possíveis chances de dar errado, e me faz seguir com fé, atrás da possível felicidade. Quando digo que chego ao fim de uma paixão, que as termino, é quando desisto, ou de gostar de mais, ou de gostar de menos.
Desesperadamente, eu sei que vou amar, por toda a minha vida, milhões de pessoas que por ela passarão. Amarei, chorarei, sofrerei as idas, vindas, ausências e presenças, e permanecerei à espera de viver ao lado de alguém. Por toda a minha vida.
Essas paixões que tenho, e que me refiro, não são grandes, nem tão dolorosas, muito menos duradouras, mas elas me tomam a cabeça e o corpo de forma que eu haja simplesmente no piloto automático, desprezando todas as possíveis dores, enfiando no bolso as possíveis chances de dar errado, e me faz seguir com fé, atrás da possível felicidade. Quando digo que chego ao fim de uma paixão, que as termino, é quando desisto, ou de gostar de mais, ou de gostar de menos.
Desesperadamente, eu sei que vou amar, por toda a minha vida, milhões de pessoas que por ela passarão. Amarei, chorarei, sofrerei as idas, vindas, ausências e presenças, e permanecerei à espera de viver ao lado de alguém. Por toda a minha vida.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
ces't la vie...
Talvez o mal é que a gente pede amor o tempo todo. Não se preocupa nunca em dar amor, sem esperar reciprocidade.
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.
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