segunda-feira, 11 de maio de 2009
ausência tua.
Essas paixões que tenho, e que me refiro, não são grandes, nem tão dolorosas, muito menos duradouras, mas elas me tomam a cabeça e o corpo de forma que eu haja simplesmente no piloto automático, desprezando todas as possíveis dores, enfiando no bolso as possíveis chances de dar errado, e me faz seguir com fé, atrás da possível felicidade. Quando digo que chego ao fim de uma paixão, que as termino, é quando desisto, ou de gostar de mais, ou de gostar de menos.
Desesperadamente, eu sei que vou amar, por toda a minha vida, milhões de pessoas que por ela passarão. Amarei, chorarei, sofrerei as idas, vindas, ausências e presenças, e permanecerei à espera de viver ao lado de alguém. Por toda a minha vida.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
ces't la vie...
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
Frágil – você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos começa a passar.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
compartilhando a conclusão
por Mariana Varela e concordado por mim
Descobri que minhas borboletas respondem a certos estimulos na vida que já sei decor e salteado e que, o único motivo pelo qual insisto em manter-me perto de quem não me traz sensações tão sutis e intensas quanto uma lembrança boa, é que sei - e me sinto bem por saber assim, dessa desajeitada maneira - que há no mundo tantos encantos que minhas borboletas não conhecem...como se elas vivessem aqui, nesse oco cheio de amor que sou eu, e não soubessem apaixonar-se por nada além do que pude mostrar. e o que mostrei foi o que conheci. logo, como podem elas, alçar um vôo desajeitado e apaixonado por algo que não vêem encanto? e não encantam-se pq nunca sequer viram antes. já essas todas, todas essas, esses passos e esses perfumes que se parecem tanto entre si, que já passaram pela minha vida e por esse oco de amor que sou eu, são tão conhecidas como o caminho dos pássaros na primavera. e então minhas borboletas alçam vôo como as folhas caem na primavera. religiosamente. eu quero mostrar a mim e ao que vive em mim que há encanto por onde não se passa porque não se sabe que há caminho, que há encanto onde não supomos que há. e supomos pq não exergamos mais do que queremos ver. e o que queremos ver é a vírgula nesse espaço que chamamos de pensamento...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
a ex-história de ex-amor da minha vida. (?)
O choro se transformou em raiva, uma raiva grande, maior do que podia ser. De noite procurei um colo que me acalantasse, mas fiz da minha dor, piada.
No dia seguinte, mais calma, tentei me convencer que minha paixão não existia mesmo, era confusão, era historia para ler antes de dormir, era conto literário. E fingi que virou pó. Tenho conseguido fingir bem essas coisas. Guardo as dores num pote e escondo sei lá onde. Se um dia eu encontra-las, tenho certeza de que estarão podres e velhas, e assim, incapazes de machucar alguém.
A historia de amor da minha vida pode ser comparada com a historia do casamento dos meus pais. Se amaram, mas quando o amor acabou e ele foi embora, ela nunca mais teve ninguém. Ela acreditava que no fim de tudo, eles voltariam a ficar juntos. Mas o fim chegou primeiro. Meu pai foi embora pra sempre, antes de voltar pra casa.
Meu amor foi embora, abandonou minha historia antes que o final fosse feliz. Agora tenho uma certeza. Não é das melhores certezas que alguém pode ter, e foi exatamente dela de que tanto fugi, mas por hora, não vou mais viver de ilusão. Nem de dúvida. Nem de amor.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
ô coisa mais linda, rapá.
http://www.youtube.com/watch?v=r9_bu7y_EjQ&feature=related
Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão raio da manhã;
Arrastando o meu olhar como um ímã...
O meu coração é o sol, pai de toda cor;
Quando ele lhe doura a pele ao léu...
Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar no mar
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Ao lado dela eu gosto de mim
Gosto de gostar. Ao lado dela eu gosto de mim.
